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domingo, 20 de agosto de 2017

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Apesar de ser uma leitora desde que me tenho por gente, a literatura brasileira nunca tinha me apetecido. Diversos foram os clássicos que me foram empurrados goelas abaixo pela obrigatoriedade do colégio e diversos foram os títulos que eu havia detestado. Até que conheci Machado de Assis, aos 15 anos de idade, por meio dessa obra maravilhosa chamada Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Outro dia, separando alguns livros para doação, encontrei a mesma edição que tinha lido em 2002, já caindo aos pedaços. Assim como tem aquele ditado que "um homem não entra duas vezes no mesmo rio; pois já não é o mesmo rio e nem o mesmo homem", acredito que essa analogia se aplica a filmes e livros. Um homem não lê o mesmo livro e nem vê o mesmo filme duas vezes. Resolvi relê-lo.

O título do livro é um grande spoiler. Brás Cubas está morto e escrevendo suas memórias. E como já está morto, acha mais conveniente começar sua história pelo fim. Então ele relata sua morte, para só então relatar sua vida.

E como já está morto, Brás Cubas narra os fatos como uma pessoa completamente desprovida de ego e de amarras à sociedade. Analisa os acontecimentos com o viés de uma pessoa que já entendeu o que os levou a acontecer e a que eles levaram. Justamente por isso, o livro torna-se tão crítico, verdadeiro e, em alguns pontos, cínico e um pouco cruel. 

Não que Brás Cubas fosse uma pessoa cruel. Foi apenas um cara que nasceu afortunado e nunca teve que trabalhar na vida. Contudo, o olhar de um defunto, por vezes é realista demais e pode machucar, mesmo que esteja narrando seus próprios amores de adolescência e seu incompreendido caso com sua ex-noiva, Virgília, e atual esposa de seu amigo Lobo Neves. Creio fortemente que Machado de Assis aproveitou-se da oportunidade do seu eu-lírico para nos presentear com suas próprias epifanias. 

Apesar do vocabulário um tanto rebuscado (o dificultou a primeira leitura, mas nem tanto a segunda) o livro é dividido em capítulos bem pequenos e de leitura muito fácil. Memórias Póstumas é um Clássico com C maiúsculo, daqueles que merecem ser lidos, sim. Recentemente, li também O Alienista, um conto de domínio público, que só remarcou minha admiração pelo autor, ousado e um visionário para seu tempo. 

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