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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

Bernard Marx é um alfa-mais que desempenha excelentemente seu papel na Civilização, exatamente como previsto. Aliás, todos os cidadãos de todas as castas desempenham excelentemente seus respectivos papéis na Civilização, pois foram gerados em laboratório e condicionados desde embriões a os aceitarem e jamais questionarem por que os desempenham.  

Saindo de seu trabalho, não somente Bernard, mas todos os funcionários dedicam a sua vida inteiramente ao prazer. O mundo dos dias atuais foi feito para aproveitar, se divertir e ser feliz. A falta de parentesco entre os seres humanos, o condicionamento ao desapego emocional e o constante fornecimento pelo governo de grandes quantidades de Soma - droga que relaxa e transporta para outro mundo, sem maiores consequências - cria o cenário perfeito para viver uma vida breve e extremamente feliz.


Contudo, alguns cargos de maior responsabilidade exigem funcionários com um condicionamento um pouco diferente e doses muito pequenas de contestação, pois por vezes precisam tomar decisões emergenciais para o qual o condicionamento padrão não os habilita. Bernard é um desses eternamente jovens que ocupam um desses cargos e tanto ele como seus amigos de profissão diversas vezes se pegam pensando na razão do mundo ser como é e se não haveria uma forma diferente de viver, mas logo esses pensamentos são suprimidos pelo condicionamento antes imposto.

Num súbito acesso de razão/curiosidade, Bernard leva Lenina (uma jovem com a qual ele mantinha relações sexuais esporádicas - e era levemente apaixonado, apesar de isso ser totalmente desestimulado) para visitar uma vila de Selvangens: um lugar à parte da chamada Civilização, onde as pessoas preservaram seus hábitos, graus de parentesco e apego emocional. Saem de lá com Linda e seu filho John, um jovem da idade deles que embasou toda a sua cultura em ler Shakespeare e grandes escritores da antiguidade.

John chega na Civilização e automaticamente vira atração principal, como num circo. Mas, ao contrário do que todos pensam, ele se assusta tanto com os hábitos atuais quanto os "civilizados" se assustam com os hábitos antigos. Ele é pego num embate interno entre a vontade de se enquadrar no novo mundo, mas ao mesmo tempo de sair e de libertar todos.


Admirável Mundo Novo é aquele tipo de clássico que você simplesmente TEM QUE ler. Não só por ser rotulado de clássico (aliás, Morro dos Ventos Uivantes também é clássico e eu detestei com todas as minhas forças), mas porque ele consegue ser um livro atual e filosófico décadas depois de escrito (1941).

O começo foi um pouco freio de mão puxado pra mim. Eu confesso que tenho uma certa dificuldade em compreender o mundo e os personagens logo de cara. Mas depois narrativa segue fluida, rápida e põe muito do que passamos hoje em dia em xeque.

1 comentários:

Erica.MacLeo disse... [Responder comentário]

Adorei sua postagem! gosto muito de ler.

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