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domingo, 6 de maio de 2012

A Revolução dos Bichos - George Orwell


Falar de um clássico de tal tamanho é extremamente difícil. Acredito que não haja pessoa no mundo de hoje que não tenha sequer ouvido falar deste livro, ou do seu autor. Não tem como falar deste clássico, sem nem mencionar o contexto histórico ao qual ele foi escrito.

George Orwell lançou "A Revolução dos Bichos" em 1945, e através de uma fábula de animais, o autor faz uma crítica aberta ao governo stalinista. Apesar de parecer um massacre sem fim ao socialismo, o autor sempre se declarou a favor de tal tipo de governo que, em sua opinião, foi posto em prática de forma catastrófica na Rússia pós revolução.

Tratando-se do livro em si, a história começa quando o porco Major, sempre ouvido por todos os outros bichos e aclamado como sábio, afirma que os bichos não mais devem ser dominados pelo homem, que explora seu trabalho e vive em um mundo de luxos, e incita uma revolução. Após sua morte e passando por um período de racionamento de comida, os bichos se rebelam e expulsam os homens da fazenda. A partir daquele momento, ela seria chamada de Granja dos Bichos, e não mais Granja do Solar.

A mudança não seria apenas no nome. Os animais trabalhariam apenas para si mesmos e repartiriam as rações de acordo com a necessidade do porte de cada animal. Além disso, a entrada na casa dos humanos e o uso de objetos e utensílios humanos foi terminantemente proibido. Os porcos Napoleão e Bola-de-neve assumiram os cargos administrativos, por serem considerados os animais mais inteligentes da granja, e o porco Garganta tratava sempre de anunciar as decisões tomadas por seus colegas.

Quando Bola-de-neve em uma assembleia expõe a ideia da construção de um moinho para prover energia à granja, o porco Napoleão aplica um golpe de governo, usando a força de 9 cães adestrados, e assume o poder. Aos poucos uma uma série de mudanças vai sendo feita nas normas dos animais e os porcos vão ganhando privilégios antes proibidos. Essas regalias e a teia de mentiras crescem em tal tamanho, até o ponto em que os animais começam a perceber que na verdade não se livraram da tirania dos homens, apenas a substituíram por outra tirania.

Gostei do livro. É pequeno, fácil e rápido de ler. Eu, que leio bem devagar, consegui terminar em uma semana. Com certeza não é chamado de "clássico" à toa, uma vez que consegue passar sua mensagem de forma extremamente clara e sucinta. Acessível a todos.

4 comentários:

Lucas Montenegro disse... [Responder comentário]

Parece ser muito interessante! Engraçado ter lido essa resenha agora, porque hoje mesmo esse livro me foi recomendado, e eu sinceramente não tinha ouvido falar nele antes! O autor eu já tinha escutado, mas não sabia nada dele também. Meu professor de música que me ofereceu, mas recusei pois estou lendo outro e tenho alguns na fila já, mas vou pegar assim que puder!

Abraço!

fdps disse... [Responder comentário]

'-'

Clecia disse... [Responder comentário]

Por incrível que pareça eu ainda não li este clássico, mas está certamente na minha lista de livros para ler. :)

Izabela Cristina disse... [Responder comentário]

Já tinha ouvido muito falar nesse livro, mais nunca prestei atenção direito para sua importância. Despertou meu interesse em ler, como gosto de história acho que deve ser uma boa leitura.

Beijo, Izabela

Caderno de Resenhas

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