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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Décima Sinfonia - Joseph Gelinek


Daniel Paniágua, musicólogo especializado em Beethoven e professor de uma universidade de música, foi convidado para assistir um concerto de título muito atraente: A Décima Sinfonia de Beethoven.

Uma observação relevante: Até onde é sabido no mundo real, Beethoven iniciou a composição da décima sinfonia. Alguns fragmentos foram encontrados ao longo dos anos, porém não há registro de um manuscrito com a décima sinfonia completa. Alguns músicos tentaram, sem sucesso, conectar estes fragmentos para dar alusão ao que seria a última e mais estonteante obra de Ludwig.

Voltando à ficção, Daniel foi ao concerto substituindo seu chefe de departamento, que tinha desavenças pessoais com o anfitrião do local onde o concerto se daria: Jesus Marañon, milionário e dono de um museu pessoal de máquinas de tortura.


Ao término do concerto, Daniel, ainda emocionado, procura o regente para conversar sobre sua reconstrução da décima. Porém, suas verdadeiras intenções eram averiguar como um regente de capacidades musicais publicamente duvidosas tinha conseguido tal feito. A sinfonia estava perfeita, redonda e soava Beethoven demais.

O regente age de maneira evasiva durante o breve encontro com Daniel, falando no celular às escondidas e terminando com o fechamento da porta do camarim na sua cara. No dia seguinte o corpo do regente é encontrado. E quando digo "o corpo" é porque foi somente o corpo mesmo. A cabeça estava desaparecida. Tinha sido guilhotinada.

Daniel é então chamado como perito pela juíza que investiga o caso a fim de tentar desvendar o enigma por trás de uma tatuagem suspeitíssima localizada na cabeça encontrada raspada. Tratava-se de um trecho de partitura, e algo leva a polícia a crer que esta tatuagem pode ter algo relacionado à suspeita de haver o manuscrito da décima sinfonia de Beethoven.

No meio de tanto mistério, tantos suspeitos e ainda tendo que lidar com problemas pessoais com a namorada que mora em outro país, Daniel investiga, conta e ensina para nós muito sobre música clássica, em especial, claro, Beethoven. Uma leitura cativante, que me prendeu horas a fio e me deixou com saudades quando tudo terminou.

1 comentários:

Carol Jardim disse... [Responder comentário]

Nossa, nunca tinha visto esse livro. Me lembrou meio Agatha Christie. E gostei da capa!

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