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terça-feira, 12 de abril de 2011

Hell’s Angels – Hunter S. Thompson

hells Acho que não estou na minha melhor maré de livros, mas me decepcionei com “Hell’s Angels”, de Hunter S. Thompson, que estava no topo da minha lista de livros para ler desde o começo da faculdade. É justo que antes eu tenha que explicar um pouco sobre o livro e o autor para que vocês entendam a minha decepção com ele.


Hunter S. Thompson foi um conhecido jornalista americano. Ele foi um dos precursores do estilo “gonzo jornalismo”, que acabava com as regras fechadas do modo de escrever a notícia. Thompson passou um ano convivendo com o grupo de motociclistas foras-da-lei Hell’s Angels no auge do “sucesso” de grupo – antes que eles virassem “popstars”, mas depois de serem conhecidos pela mídia. Esse convívio rendeu algumas matérias e, mais tarde, o livro “Hell’s Angels”, onde ele contaria como era estar no grupo sem o sensacionalismo da época, que colocava os motociclistas como bandidos desalmados que só queriam confusão.

Com essa introdução você espera o que? Porque eu esperava um livro que fluísse rapidamente, contando como era viver com os Hell’s Angels até que eles parececem meus amigos de infância. Esperava histórias engraçadas contadas em primeira pessoa, histórias que personificassem aqueles homens sujos e gordos, histórias que mostrassem que eles não são tão maus assim, outras que contassem que eles são maus mesmo, mas, acima de tudo, uma leitura tão prazerosa quanto qualquer romance.

O que eu encontrei foi um texto que talvez só interesse a alguns tipos de pessoas: aqueles que querem gostar do livro porque têm que gostar do livro (e eu já tenho uma aversão enorme aos livros que eu “deveria” gostar); interessados nos Hell’s Angels (o meu caso) e interessados no movimento beat, anos 60 e essas coisas. O texto é muito mais jornalístico do que literário (o que já era de se imaginar) e muito mais literário do que você gostaria de encontrar em um jornal (o que é meio que a alma do “novo jornalismo”, mas não me caiu bem nesse livro).

Thompson se matou em 2005, o que não dá nenhuma desculpa para não incluir, mesmo como uma nota de rodapé (já que ele é cheio delas), uma das cenas que fez com que os Hell’s Angels ficassem ainda mais conhecidos no resto do mundo: o show dos Rolling Stones, em 1969, em Altamont, em que os Hell’s Angels foram chamados (muito ironicamente) para fazer a segurança do concerto e acabaram sendo responsáveis pela morte de um dos fãs. Talvez eu estivesse esperando mais fatos “POPs” como esses, e não uma análise conceitual (e muito machista) sobre o que é ou deixa de ser um estupro ou uma defesa amigável de motociclistas que eram mesmo (diferentemente do grupo de hoje), em grande parte do tempo, bandidos desalmados que só queriam confusão. Eu queria uma coisa mais "Piauí" e menos "páginas policiais", entende?

4 comentários:

olavo borges disse... [Responder comentário]

Quem "não é do ramo" jamais vai entender esse livro ... e , se não entender , não irá gostar , mesmo .

Atenção , a referência é relativa ao motociclismo .

EmilioGarra disse... [Responder comentário]
Este comentário foi removido pelo autor.
Tio Borges disse... [Responder comentário]

Querida , cá estou eu de novo . Recém li o livro em questão , mas no original inglês (comprei no sebo).

Achei sensacional (não "sensacionalista") o que aumentou minha preferencia e prazer de ler o estilo jornalismo - realidade .

Abraços , e parabéns pela iniciativa .

Tio Borges .

Jonathas Rodrigues disse... [Responder comentário]

Sabe onde posso encontrar o pdf do livro?

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