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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Vida de Pi - Yann Martel

Acabei de ler "A Vida de Pi", do espanhol Yann Martel - resultado de mais uma das minhas incursões desesperadas pela livraria em busca de alguma coisa diferente. Já havia visto a capa desse livro em algumas críticas, mas não gosto de ler as críticas antes, por isso não sabia se eram boas ou ruins. Como vi que a bola da vez era o segundo livro de Yann lançado no Brasil, "Beatriz e Virgílio", decidi que eu estava atrasada, e era melhor ler logo o primeiro! Mais tarde eu descobri que as críticas envolviam até plágio, mas em geral eram tão boas quanto as minhas impressões.

Pi, o personagem principal dessa história, é Piscine Patel, um indiano que sofre um acidente de barco quando se mudava com a família e os animais do zoológico dirigido pelo seu pai para o Canadá. No meio do oceano, Pi e alguns poucos bichos são aparentemente os únicos sobreviventes do naufrágio. Um desses animais é Richard Parker, um tigre de bengala que busca refúgio no mesmo bote salva-vidas de Pi, o que faz com que, em pouco tempo, Pi e Richard Parker sejam os únicos sobreviventes do naufrágio, por motivos óbvios. Para evitar ter o mesmo fim que os outros animais, Piscine decide adestrar o tigre de bengala com os seus conhecimentos do zoológico, além de tentar manter vivos ele e o animal durante os mais de duzentos dias que se passariam dentro do bote.

Antes do acidente, algumas outras coisas acontecem, como a escolha do personagem por três religiões aparentemente distintas: o cristianismo, o islamismo e o hinduísmo. A religião é parte muito importante na vida de Pi, mas acho que poderia ser parte menor no início do livro. Isso porque o livro começa a ficar realmente interessante quando a história chega ao mar! A sobrevivência e o medo são as melhores narrativas de Yann Martel, no melhor estilo Robinson Crusoé, mas sem ser piegas ou repetitivo.

Mas não pense que o livro é um simples conto de marinheiro! Confesso que, até a metade do livro, eu ainda tinha dúvidas se ia gostar do resultado final ou não. A partir da metade eu tive cada vez mais certeza de que toda história tem pelo menos dois lados. O final não é nada original, mas sem dúvida surpreendente. A pergunta principal é: você prefere que a sua história de vida, no final das contas, tenha ou não animais? Eu prefiro com animais, e Pi também, já que a existência de Richard Parker, que poderia ser o responsável por sua morte prematura, foi na verdade a razão da sua sobrevivência.

Para não deixar o primeiro parágrafo sem resposta, a questão do plágio já foi resolvida sem maiores danos por Yann Martel. A crítica disse, assim que o livro foi lançado, de que seria uma cópia de "Max e os Felinos", de Moacyr Sciliar. Entretanto, o próprio Sciliar já disse que não existe tal semelhança (a não ser, claro, um bote e um felino dentro dele). Yann foi absolvido de ser criticado, mas ninguém esquece do fato toda vez que fala sobre "A Vida de Pi" (nem eu).

O resultado final é: "A Vida de Pi" valeu a pena. "Beatriz e Virgílio" vêm muito em breve!

5 comentários:

Fábio Yabu disse... [Responder comentário]

Eu gosto muito desse livro, e acho uma pena que não seja mais conhecido. Acredito que com a capa nova isso seja corrigido... parabéns pela resenha!

Raquel Linhares disse... [Responder comentário]

Verdade. Essa capa não me atrai em nada. Não sei se me atrai pela história também... =/

Elisandra disse... [Responder comentário]

Realmente se eu fosse comprar um livro pela capa, esse não seria escolhido, mas leitura é leitura, e quem sabe um dia esse livro caia na minha mão. gostei da resenha e do esclarecimento sobre o tal "plágio".

Beijokas elis!!!!

Danilo disse... [Responder comentário]

Quero pedir esse livro de aniversário, conheci através de uma dica de um amigo e confesso que quando vi a capa não gostei nada, mas estou muito curioso pra ler.
Se esse for o escolhido, volto para comentar o que achei sobre.
Ah, o blog de vocês é muito legal.
Parabéns.

disse... [Responder comentário]
Este comentário foi removido pelo autor.

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