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domingo, 21 de novembro de 2010

Comer, rezar, amar - Elisabeth Gilbert

Num primeiro momento, apresentei muita resistência para ler o já badalado "Comer, Rezar, Amar". Para mim, ele tem cara de autoajuda, e eu simplesmente não gosto de autoajuda. Até que a Julia Roberts foi escolhida para interpretar a personagem principal no filme sobre ele, e ela não iria escolher um livro muito ruim para isso, certo? Sem contar que eu queria ver o filme, mas eu também não vejo enquanto não ler o livro, de modo em que eu fiquei em um empasse... Quando isso acontece, eu procuro ler o livro do idioma original, desse jeito eu tenho certeza que eu não amei ou odiei o tradutor, e sim o autor. E "Eat, Pray, Love" foi parar na minha cabeceira.

Para começar, ele tem sim um ou outro parágrafo meio à lá autoajuda, mas nada que confunda em que prateleira o livro deva ficar - o que seria entre "biografias" e "livros de viagem", na minha opinião. Outra coisa é que, qualquer livro que consiga me fazer sentir frio quando está frio, sentir calor quando está calor, chorar e rir já tem metade do meu respeito. E em "Comer, Rezar, Amar", Elizabeth Gilbert consegue pelo menos três emoções diferentes em você. Em mim, a principal foi... fome.

Afinal, o livro é dividido em três pedaços, cada um com 36 capítulos sobre uma jornada que ela fez por um ano entre Itália, Índia e Indonésia. A fome (o "Eat" do livro), claro, veio da Itália, em que ela debulha em milhões de detalhes a comida maravilhosa e a quantidade absurda que ela comeu enquanto estava lá. Em cada um dos três lugares, ela resolve melhor alguns dos problemas que tinha quando deixou Nova York, depois de um divórcio, o que prova mais uma vez que viajar é o melhor remédio. Depois de comer na Itália, aprender a meditar em um retiro na Índia e encontrar um namorado novo (brasileiro!) na Indonésia, você só pode querer passar o resto da sua vida viajando, e eu imagino agora quantas pessoas devem estar fazendo pelo menos parte do trajeto da Elisabeth hoje. Na melhor pizza de Nápolis, o retiro de Ashram ou procurando o médico curandeiro que precisa de pacientes ocidentais na Indonésia "porque a conta dele anda muito vazia depois do atentado em Bali".

E depois que eu perdi o preconceito com o livro, consegui mais um coleguinha de cabeceira. Vale muito a pena, a leitura é muito leve, os ensinamentos são extremamente válidos (mesmo para quem não é uma novaiorquina recém divorciada que recebe um adiantamento para viajar pelo mundo e depois escrever um livro) e, claro, melhor ainda se você puder ler a versão pocket em inglês (muito mais leve e sem interferência de ninguém). Agora ainda falta o filme.

3 comentários:

Raquel Linhares disse... [Responder comentário]

Uhn... confesso que o título não me atraiu, parece meio bobinho, meio coisa de mulher na crise de meia idade.

Mas como você disse, se a Julia Roberts fez, então algum crédito deve ter.

Depois que eu ler a coleção de clássicos da abril eu passo pra esse! Rsss...

Andressa disse... [Responder comentário]

Livro muito bom, acho que deu para conhecer bastante os tres paises, o filme cortou muitas coisas, leiam o livro recomendo =D

Si disse... [Responder comentário]

O livro é bem mais completo e interessante do que o filme!
Gostei muito do livro. Sem dúvidas dá vontade de conhecer esses países...
O que mais gostei foi das amizades verdadeiras que ela fez e do seu auto-conhecimento. ;)

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