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segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Nome da Rosa - Umberto Eco


Umberto Eco inventou Dan Brown. Pelo menos foi isso que ele disse em uma entrevista à Paris Review, em que comparou o autor de “O Código Da Vinci” aos seus personagens de “O Pêndulo de Foucault”. E é isso também que você se pega pensando quando lê “O Nome da Rosa”. Apesar das frases em latim, em italiano, em alemão ou das referências à Bíblia que nem todos vão acompanhar, “O Nome da Rosa” é, antes de tudo, um romance investigativo com base histórica, igualzinho “O Código Da Vinci”. Só que muito melhor.

Na história, que chegou a ser levada ao cinema com a interpretação de Sean Connery, um frade franciscano, junto com seu ajudante, chega a um mosteiro para desvendar a misteriosa morte de um dos monges. Na medida em que o número de mortes aumenta, aumentam também as críticas feitas à igreja por Eco.

Por fim, a trama parece girar em torno da falta de informação dada aos “meros mortais” e a concentração do conhecimento nas mãos de poucos membros do clero. A biblioteca da abadia, a maior da região, serve como pano de fundo para a história, por ser um local proibido a todos exceto ao abade, o bibliotecário e seu assistente, além de parecer concentrar nela a razão de todos os assassinatos.

O livro se passa no ano de 1327, na Itália medieval, em meio a guerras de poder entre as diversas ramificações do catolicismo. Ao mesmo tempo em que tentam defender o mesmo Deus, franciscanos e beneditinos entram em conflito o todo o tempo como se fossem facções rivais.

Sombrio e extremamente descritivo, apenas sete dias se passam durante as quase quinhentas páginas. Ao mesmo tempo em que pode ser lido como um thriller, “O Nome da Rosa” definitivamente traz questões atuais para reflexão, como pecados velados dentro das instituições religiosas, o acesso à verdade, a importância da leitura, a busca pelo poder e como mesmo crimes podem ser escondidos sob palavras santas – o que torna Eco um autor cada vez mais atual.

2 comentários:

Raquel Linhares disse... [Responder comentário]

Uhn... Vou te confessar: estórias que se passam antes de 1900 não costumam me apetecer muito.
=D

Carol Jardim disse... [Responder comentário]

A mim também não! Mas não parece, já que se passa dentro de um monastério, que, vamos combinar, continuam bem parecidos. =B

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